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Sprinkler e a prevenção a incêndios

Ilan Pacheco

Ilan Pacheco

Sprinkler e a prevenção a incêndio

Mesmo presente na maioria das edificações, o sprinkler é um nome pouco conhecido do grande público. O principal problema, no entanto, ainda não é esse: mesmo tratando-se de algo fundamental na contenção de um princípio de incêndio, o equipamento poucas vezes está bem instalado em prédios comerciais ou recebe a manutenção necessária. Estes dois fatores, quase sempre, são os responsáveis pela inexistência de um equipamento fundamental para se evitar que o fogo se alastre.

Todos querem poupar dinheiro, incluídos os construtores e os proprietários de edifícios e empresas. Uma forma de fazê-lo é omitir os sprinklers nas áreas onde os códigos autorizam sua exclusão. Mas é importante sabermos exatamente quais são essas áreas.

Os sistemas de sprinklers automáticos instalados de acordo com a NFPA 13, Instalação de Sistemas de Sprinklers, devem cumprir duas funções: a proteção da propriedade e a segurança humana. Para que os sistemas possam alcançar essas duas metas, a regra geral é proteger por sprinklers todos os espaços dum edifício. Contudo, há vários espaços onde os sprinklers não são requeridos porque a geometria do edifício torna sua instalação pouco prática. Da mesma forma, existem outros espaços onde a colocação de sprinklers pode ser omitida quando o potencial de ignição ou de desenvolvimento do incêndio não for muito grande.

Na prática, porém, ele muitas vezes está mal projetado e instalado, e às vezes, nem está conectado ao sistema hidráulico ou, quando está, não recebe os cuidados necessários. Ou seja, geralmente, o sprinkler só existe para atender às exigências dos órgãos responsáveis e permitir que o local tenha autorização para funcionar. Por isso, contratar um especialista em sistemas de proteção contra incêndio na fase de elaboração do projeto é fundamental para evitar catástrofes já conhecidas no Brasil, bem como, mantê-los após a conclusão da instalação.

A tecnologia dos sistemas de proteção contra incêndio, dos quais o sprinkler faz parte, é uma das que mais têm evoluído dentro da área de segurança, devido à sua grande importância na proteção da vida humana e diminuição de perdas materiais. Existem diversos tipos de sistemas e a aplicação de cada um depende do risco envolvido e do local a ser instalado, no entanto todos devem receber os máximos cuidados, desde o projeto até a manutenção.

Os responsáveis por um empreendimento devem ter toda atenção para definir os tipos de sistema de proteção apropriados para o ambiente a ser protegido, levando em consideração fatores técnicos como material armazenado, o tempo de resposta do sistema, o intertravamento com outros sistemas.

Com o desenvolvimento das tecnologias para extinção ou contenção de incêndio, os fabricantes engenheiros e demais profissionais do setor já vêm demonstrando mais preocupação por seguir as exigências das normas internacionais, mais rígidas e abrangentes que as existentes em nosso país. Embora existam muitos especialistas qualificados, infelizmente, ainda temos também os que encontraram esse mercado “pelo caminho”, sem ter investido em treinamento ou conhecimentos técnicos, e que seguem a instalar equipamentos de procedência duvidosa e sem qualquer rigor normativo.

Por conta disso, cabe às empresas um aviso: o barato pode sair caro, especialmente em sistemas de detecção e alarme, que podem evitar muitas perdas materiais e, principalmente, salvar vidas.

Ilan Pacheco – Diretor Corporativo