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Como funcionam detectores pontuais de fumaça?

Basicamente, existem dois princípios de funcionamento para os detectores pontuais de fumaça utilizados nos sistemas de detecção e alarmes de incêndio: os ópticos e os iônicos.

Mais comuns, os detectores ópticos ou como também podem ser chamados fotoelétricos são largamente utilizados no Brasil e operam por um princípio simples, através de emissão e recepção de luz infravermelho. Os detectores ópticos pontuais possuem uma base de montagem, uma eletrônica e uma câmara de fumaça, onde são instalados o emissor IR e seu receptor.

O emissor de IR não está direcionado diretamente para seu receptor, de modo que em condições normais não haja leitura de luz. Com a presença de fumaça no interior da câmara, as partículas passam a refletir luz IR em diversas direções e o receptor passa a ter leitura deste valor, identificando a presença de fumaça no interior da câmara e convertendo-a em um sinal eletrônico para a central de alarme.

Os detectores por ionização foram por muito tempo os mais utilizados nas residências nos EUA, por conta de serem mais baratos, mas são pouco empregados no Brasil. Este sistema possui um princípio de funcionamento um pouco mais complexo para entendimento, porém bastante simples no ponto de vista funcional.

Os detectores por ionização possuem partes similares às dos detectores pontuais: uma base de montagem, uma eletrônica de apoio e uma câmara de fumaça. Dentro da câmara, existe uma pequena quantidade de material radioativo, normalmente Amerício 241, montada a um sistema de duas placas eletricamente carregadas (eletrodos).

O material radioativo é responsável por ionizar o ar no interior da câmara de fumaça carregando as partículas de oxigênio e nitrogênio contidas no ar que, consequentemente, são atraídas para as placas em função da oposição de polaridade, formando uma espécie de circuito elétrico. Quando a fumaça entra pela câmara, o processo de ionização é interrompido e o fluxo de corrente elétrica entre as placas também. Logo, um sinal eletrônico é enviado a central de alarmes.

Nota do autor: a quantidade de material radioativo em um detector de fumaça é da ordem de 1/5000 gramas. O Amerício 241 é uma grande fonte de partículas Alpha e tem um tempo de vida ativo de mais de 400 anos.

Cada tipo de detector possui suas vantagens e os constantes avanços tecnológicos trazem melhorias para estes conceitos, embora os detectores de fumaça ópticos são indicados para detectar incêndios com grande produção de fumaça como normalmente ocorre com um incêndio classe A.

Os detectores iônicos são mais rápidos quando se trata de incêndios com rápida produção de chamas como alguns combustíveis ou materiais com pouca produção de fumaça. Um exemplo é em uma residência os detectores iônicos são mais recomendados para a cozinha, enquanto os detectores ópticos para os demais cômodos.

A aplicação ideal é a combinação de ambas tecnologias, mas com a grande evolução da tecnologia e fabricação dos detectores ópticos, estes vêm se tornando cada vez mais eficientes e confiáveis para grande parte das aplicações.

Murillo Buono é gerente de produtos da ICS.

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