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Noções de armazenamento de espumas para combate a incêndio

Felippe Vianna

Felippe Vianna

Armazenamento de LGE

Armazenamento do líquido gerado de espuma para incêndios

Manter as condições de armazenamento de LGE adequadas é vital para garantir uma longa vida útil de sua espuma de combate a incêndio. O material adequado de armazenamento da espuma e temperatura são tipicamente as principais recomendações discutidas pelos fabricantes, e conhecer mais sobre cada um desses itens auxilia na prevenção de prováveis problemas.

– Material de armazenamento

A espuma de combate a incêndio deve ser mantida em seus recipientes originais, ou em reservatórios projetados especificamente para armazenamento de LGE. Existem inúmeros tipos de matérias onde a espuma pode ser armazenada sem que ocorra perda de sua propriedade química, usualmente os fabricantes recomendam o uso de tipos específicos de fibra de vidro, aço carbono e inoxidável, polietileno e alumínio.

Mesmo conhecendo os materiais frequentemente utilizados para o armazenamento de LGE, é importante consultar a ficha técnica de sua espuma uma vez que cada fabricante possui composições químicas diferentes, podendo reagir de forma distinta para cada tipo de material. Em relação as tubulações, são normalmente recomendáveis o uso de materiais como latão, aço inoxidável, plástico e aço carbono. Um tipo de material a evitar é a tubulação galvanizada, pois quando o contado deste material com a espuma gerará corrosão do mesmo, podendo afetar seu desempenho, vida útil da espuma e transtornos.

– Temperatura de armazenamento

Concomitante ao material no qual a espuma deve ser contida, a temperatura de armazenamento é também um fator muito importante para manter uma longa vida útil de seu concentrado. Novamente a consulta da ficha técnica de sua espuma é importante, pois cada fabricante pode possuir diferentes recomendações para temperaturas de armazenamento de LGE com base em sua formulação química.

O excesso de calor pode ser um grande problema para sua espuma, podendo fornecer a energia necessária para desencadear reações químicas, prejudicando diretamente o desempenho da espuma. Em contrapartida, em casos de descongelamento é necessário o envio de uma amostra para um laboratório especifico para se avaliar a qualidade de sua espuma. Em ambientes onde há risco de congelamento, recomenda-se espumas especialmente fabricadas com seu ponto de solidificação muito menor do que as espumas padrão.

– Considerações especiais

O tema sobre evaporação do solvente no concentrado de espuma é tipicamente abordado pelos usuários. Muitos fabricantes recomendam o uso de uma pequena camada de óleo mineral ou mais comumente conhecido como agente inibidor na superfície de seu reservatório de espuma, com objetivo de diminuir a taxa de evaporação.

É importante ressaltar que quando a amostragem para teste de concentrado anual for realizada, o uso de óleo mineral deve ser evitado para que não ocorra impactos sobre o resultado de desempenho de sua espuma.

Outro tema bastante abordado é a compatibilidade entre as espumas de diferentes fabricantes. A NBR 15.511 permite a mistura, desde que sejam utilizadas espumas de mesma base sintética, porém exige ensaio de miscibilidade de 50% a 50%. Habitualmente é recomendável que cada reservatório seja preenchido com o mesmo concentrado, porém em alguns casos onde o preenchimento do tanque com outra espuma for necessário, é imprescindível a consulta sobre sua folha de dados e departamento técnico para certificar a compatibilidade com outros tipos de espuma. Lembrando que quando duas espumas são misturadas é importante assegurar que seu sistema esteja certificado para ambos os concentrados.

Ter uma melhor compreensão de como esse armazenamento de LGE deve ser realizado pode prevenir potenciais problemas que possam reduzir a vida útil de sua espuma para combate a incêndios

Felippe Vianna